Por Eduardo Gosson(*)

A  neta  Rebeca tem um amor infinito pelos animais, especialmente gatos e cachorros. Diz que será médica veterinária. Diz do alto dos seus  onze anos de idade “que os animais são leais. O homem, não! Tornou-se  um anjo caído “ , sem perspectiva de redenção. É muito para uma criança. Todo animal em situação  de perigo que  encontra  ela quer  cuidar.

Estávamos caminhando pelas ruas largas de Petrópolis quando,  numa esquina, encontramos uma gatinha abandonada e com fome. Imediatamente, ela protegeu a gata fazendo-lhe carinho. Rebeca levou-a para casa e providenciou  abrigo e alimento.  Estava desesperada: bebeu leite, comeu  arroz com feijão e  outras comidas próprias para os  felinos. Sua fome era grande. Depois a  levou ao veterinário para tomar as vacinas de praxe. Quando Rebeca chegava da escola, era uma festa. Batizou-lhe com o nome de Nina. Tinha em torno de seis meses, olhos verdes, branca com uma mecha preta no pelo, era muito carinhosa.

Esta semana, após deixar  água e comida para a gata, foi para o colégio. Ao voltar teve uma notícia desagradável:  Nina desapareceu. Aí  iniciou-se uma procura desesperada  em nosso bairro. Íamos  de porta em porta para saber o paradeiro de  Nina. Estas cenas comoveram este avô porque, neste mundo sem poesia, sem amor, sem Deus (empacotaram Deus como uma mercadoria)  traduz a beleza e a pureza das crianças. Por isso, meus poucos leitores, iniciemos uma campanha nacional. Qualquer informação para o imeio deste cronista que está no fim desta crônica. Meus amigos e minhas amigas:  convoco-os para, juntos, iniciarmos a busca.    Procura-se Nina desesperadamente.

(*) É poeta e cronista.

Imeio: eduardogosson115@gmail.com