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BIBLIOTECA CÂMARA CASCUDO: FECHADA E ACERVO AMEAÇADO
POETA THIAGO DE MELO DOA HONORÁRIOS A MILITANTES CUBANOS PRESOS NOS EUA
POETA GRAPIÚNA LANÇA LIVRO NO RN
Frases interessantes
“O maior dos sofrimentos é nunca ter sofrido” (Pablo Neruda)
Entrevista
ESCRITOR DIÓGENES DA CUNHA LIMA.
UBE: para iniciar a entrevista, queremos que você se autodefina. Quem é Diógenes da Cunha Lima?
Diógenes: Quem pode saber quem eu sou são os outros. Penso viver envolto em poesia e justiça.
UNIÃO BRASILEIRA DE ESCRITORES – UBE/RN
Calendário de Atividades – 2012 (*)
.Janeiro
02 – Posse da Diretoria Escritores Unidos
12 -Missa de 7º Dia do Sócio Fundador Enélio Lima Petrovich
. Fevereiro
09 – Reunião de Planejamento doano de 2012
. Março
08 – lançamento da antologia Fagulhas Poéticas
14Dia da Poesiano RN (mesa redonda)
(Plinío Sanderson, Carlos Morais dos Santos e Leda Varela)
Moderador: Eduardo Gosson
14 -Lançamento do livro Ressacada Sócio EfetivaÁguida Maria Mousinho Zerôncio- ColeçãoAntonio Pinto de Medeiros – pelo selo editorial Nave da Palavra
. Abril
05 –Reunião da Diretoria da UBE
12 – Assembleia Geral Ordinária da UBE
26 –Lançamento do livro- Entre o Azul e o Infinito – do Sócio Fundador Eduardo Gosson- Coleção Antônio Pinto de Medeiros – pelo selo editorial Nave da Palavra
. Maio
03 –Reunião da Diretoria da UBE
31 – Lançamento do livroAlguma Prata da Casa – do Sócio Fundador Manoel Onofre de Souza Junior – Coleção Deifilo Gurgel– pelo selo editorial Nave da Palavra
.Junho
07 – Reunião da Diretoria da UBE
28 – Lançamento do livro O Velho Imigrante do Sócio FundadorCarlos Roberto de Miranda Gomes – Coleção Bartolomeu Correia de Melo– pelo selo editorial Nave da Palavra
. Julho
05 – Reunião da Diretoria da UBE
25 – Dia do Escritor (mesa redonda)
25 – lançamento do livro No ventre do mundo do Sócio EfetivoPaulo de Macedo Caldas Neto -Coleção Eulício Faria de Lacerda- 1ºlugar do Prêmio Escritor Eulício Faria de Lacerda 2011 –e Do picadeiro ao céu: o riso no teatro de Ariano Suassuna pelo selo editorial Nave da Palavra.
. Agosto
02 – Reunião da Diretoria da UBE
14 –O papel das UBEs na democratização do livro e da leitura ( 53 anos de fundação da UBE/RN)
(Francisco Alves Sobrinhoe Nelson Patriota)
Moderador: Eduardo Gosson
23 – Palestra com o escritor cubano Félix Contreras: “A Poesia Cubana Ontem e hoje”
30 – Lançamento do livro A Torre Azul do Sócio Efetivo Horácio Paiva – ColeçãoAntonio Pinto de Medeiros – pelo selo editorial Nave da Palavra
. Setembro
06 – Reunião da Diretoria da UBE
13 – lançamento do livro do livro Nos contornos do Rio Potengy do Sócio Efetivo Manoel Marques Filho– Coleção Bartolomeu Correia de Melo – pelo selo editorial Nave da Palavra
20 – lançamento do livro UNS POTIGUARES do Sócio Fundador Nelson Patriota – Coleção Deífilo Gurgel – pelo selo editorial Nave da Palavra
27 – Assembléia Geral Extraordinária
. Atualização Estatutária
. Outubro
04 – Reunião da Diretoria da UBE
29,30 e 31 – V Encontro Potiguar de Escritores – V EPE
31 –– Lançamento do livro História do Poder Judiciário do RN do Sócio Fundador Eduardo Gosson- Coleção Enélio Lima Petrovich – pelo selo editorial Nave da Palavra
. Novembro
01 – Reunião da Diretoria da UBE
15 – lançamento do livro A Praia da Pipa dos meusAvós do Sócio Efetivo Ormuz Simonetti – Coleção Bartolomeu Correia de Melo – pelo selo editorial Nave da Palavra
29 – lançamento do livro Balata da Sócia Efetiva Maria Rizolete Fernandes- Coleção Antonio Pinto de Medeiros – pelo selo editorial Nave da Palavra
. Dezembro
06 –Reunião da Diretoria da UBE
13 – lançamento da Obra Completa de Eulício Faria de Lacerda
20 – Jantar de Confraternização dos sócios da UBE
Natal/RN,13 de Janeiro de 2012
Eduardo Antonio Gosson
Presidente
(*)A programação dos eventos acima enumerados ocorrerão na Academia Norte-rio-grandense de Letras
Rua Mipibu, 433 – Cidade Alta
CAMPANHA DE VALORIZAÇÃO DA LITERATURA POTIGUAR
Eduardo Gosson*
A luta dos escritores potiguares para inserir-se no mercado e, via de regra, serem lidos é imensa: no dia 14 de agosto de 1959 foram dados os primeiros passos nesta direção, quando da instalação da União Brasileira de Escritores – UBE/RN e, em 2006, com a reorganização que culminou no dia 26 de março de 2008 com a realização do I Encontro Potiguar de Escritores – I EPE. Nesse período, a UBE/RN já realizou o II e III EPE, encaminhou ao Poder Legislativo projeto de lei do livro e da leitura potiguar (Lei nº 9.105/2008-Henrique Castriciano), ajudou com sugestões em Audiência Pública, convocada pelo Deputado Robinson Faria, a elaborar a Lei nº 9.169/2009 (lei das leituras literárias nas escolas). No presente está encaminhando a recriação do jornal O Galo, a editora Nave da Palavra e o Prêmio Escritor Eulício Faria de Lacerda.
O Poder Público investe pouco e mal. Na esteira do Estado Mínimo foram criadas leis de incentivos fiscais (Rouanet, Câmara Cascudo e Djalma Maranhão) que servem como meia sola em sapato velho: amenizam sem resolver o problema. Para o poeta e Juiz de Direito Regis Bonvincino:
“A lei Rouanet transformou a cultura em objeto de comunicação social. Ninguém ousou criticá-la sistematicamente. Não há cultura pública, tampouco mercado de verdade para a cultura. É o conceito de patrocínio que prevalece. Os agentes culturais são responsáveis por essa situação também”.
Com o passar do tempo os artistas, os escritores, constataram que pelas leis de incentivos só são aprovados projetos que seguem em direção aos interesses do mercado. O mercado não aprecia riscos. Para o poeta e ensaísta mexicano, Octávio Paz:
“Hoje em dia a literatura e as artes estão expostas a um perigo diferente:estão sendo ameaçadas não por uma doutrina ou um partido político mas por um processo econômico sem rosto, sem alma e sem direção. O mercado é circular, impessoal, imparcial, inflexível. Alguns me dirão que está certo,que é assim mesmo que deveria ser. Talvez. Mas o mercado cego e surdo, não gosta de literatura, não aprecia riscos”.
Para tentar contornar essa situação o Governo Federal partiu para criar o Plano Nacional de Cultura. O PNC foi aprovado, por unanimidade, dia 9 de novembro último, na Comissão de Educação, Cultura e Esporte do Senado Federal e segue agora para sanção presidencial. Depois de sua assinatura, o Ministério da Cultura terá 180 dias para definir metas a atingir na implementação do plano.
Demandado pela sociedade por meio da I e II Conferência Nacional de Cultura e em esforço conjunto entre o Ministério da Cultura e o Congresso Nacional, o PNC representa um avanço para a Cultura do país ao definir as diretrizes da política cultural pelos próximos 10 anos. Inserido no mesmo, uma Proposta de Emenda Constitucional – PEC 150, ( em tramitação desde 2003) e que atualmente aguarda entrar na pauta de votação do Congresso Nacional. Essa Emenda estabelece um Fundo de Cultura com percentuais assim definidos: 2% do orçamento da União; 1,5% do Estado e 1% do Município. Os projetos que não tem apelo comercial serão contemplados por essas verbas. O Estado tem que assumir a Cultura maciçamente. Preferencialmente, de mãos dadas com a Educação. É preciso, entre outras coisas, recriar o Instituto Nacional do Livro e, nos Estados, os Institutos Estaduais, que terão como tarefa principal reduzir o custo industrial do livro, proporcionando edições a custos simbólicos tipo R$ 2,00 a 5,00 Reais. O livro tem que custar o preço do pão, do leite, uma vez que é o alimento da alma. Só assim e somente assim poder-se-á caminhar em novas direções. Por esses motivos, peço a colaboração da classe política (municipal, estadual e federal) no sentido de articular a votação o mais rápido possível da PEC 150 (tramitando há sete anos).
Com o objetivo de equacionar o problema, a União Brasileira de Escritores – UBE/RN acolheu a ideia do jornalista e escritor Públio José, Sócio Efetivo da entidade. Aproveita a proximidade do período natalino, época em que, de forma tradicional, as pessoas se presenteiam e lança a CAMPANHA DE VALORIZAÇÃO DO AUTOR POTIGUAR na certeza de que os livros de autores locais passem a ser incluídos na opção de presentes de todos (autoridades, empresários, profissionais liberais e pessoas comuns) esperando ainda contar com apoio das entidades adiante mencionadas (IHGRN, ANL, INRG, SPVA, LUDOVICUS, ALEJUR, AFL, ATRN, AML, CEC, FJA, FUNCARTE, AL, CMN, FIERN, CDL, COSERN, CLUBE DE ENGENHARIA, OAB-RN, FECOMERCIO, FARN, FAL, UNP, UFRN), e de outras que vierem fazer parte. Como fiador deste pacto o Egrégio Tribunal de Justiça do RN. Agora é hora de colher: “Presentear com livro é bom. De escritor local é muito melhor”. Declaro aberta a CAMPANHA DE VALORIZAÇÃO DA LITERATURA POTIGUAR: ESCRITOR POTIGUAR O PRESENTE DE NATAL.
Muito Obrigado!
Natal/RN, 30 de Novembro de 2010
*Poeta e Escritor. Presidente da União Brasileira de Escritores do RN – UBE/RN (2010-2011).
SERVIÇO:
CAMPANHA DE VALORIZAÇÃO DA LITERATURA POTIGUAR
DATA: 30.11.2010 (TERÇA-FEIRA)
HORA: 8h30
Local: AUDITÓRIO DO TRIBUNAL DE JUSTIÇA, 3º ANDAR, PRAÇA SETE DE SETEMBRO, S/N, CIDADE ALTA
ABERTO AO PÚBLICO
INFORMAÇÕES: 3616-6513
CAMPANHA DE VALORIZAÇÃO DA LITERATURA POTIGUAR
Eduardo Gosson*
A luta dos escritores potiguares para inserir-se no mercado e, via de regra, serem lidos é imensa: no dia 14 de agosto de 1959 foram dados os primeiros passos nesta direção, quando da instalação da União Brasileira de Escritores – UBE/RN e, em 2006, com a reorganização que culminou no dia 26 de março de 2008 com a realização do I Encontro Potiguar de Escritores – I EPE. Nesse período, a UBE/RN já realizou o II e III EPE, encaminhou ao Poder Legislativo projeto de lei do livro e da leitura potiguar (Lei nº 9.105/2008-Henrique Castriciano), ajudou com sugestões em Audiência Pública, convocada pelo Deputado Robinson Faria, a elaborar a Lei nº 9.169/2009 (lei das leituras literárias nas escolas). No presente está encaminhando a recriação do jornal O Galo, a editora Nave da Palavra e o Prêmio Escritor Eulício Faria de Lacerda.
O Poder Público investe pouco e mal. Na esteira do Estado Mínimo foram criadas leis de incentivos fiscais (Rouanet, Câmara Cascudo e Djalma Maranhão) que servem como meia sola em sapato velho: amenizam sem resolver o problema. Para o poeta e Juiz de Direito Regis Bonvincino:
“A lei Rouanet transformou a cultura em objeto de comunicação social. Ninguém ousou criticá-la sistematicamente. Não há cultura pública, tampouco mercado de verdade para a cultura. É o conceito de patrocínio que prevalece. Os agentes culturais são responsáveis por essa situação também”.
Com o passar do tempo os artistas, os escritores, constataram que pelas leis de incentivos só são aprovados projetos que seguem em direção aos interesses do mercado. O mercado não aprecia riscos. Para o poeta e ensaísta mexicano, Octávio Paz:
“Hoje em dia a literatura e as artes estão expostas a um perigo diferente:estão sendo ameaçadas não por uma doutrina ou um partido político mas por um processo econômico sem rosto, sem alma e sem direção. O mercado é circular, impessoal, imparcial, inflexível. Alguns me dirão que está certo,que é assim mesmo que deveria ser. Talvez. Mas o mercado cego e surdo, não gosta de literatura, não aprecia riscos”.
Para tentar contornar essa situação o Governo Federal partiu para criar o Plano Nacional de Cultura. O PNC foi aprovado, por unanimidade, dia 9 de novembro último, na Comissão de Educação, Cultura e Esporte do Senado Federal e segue agora para sanção presidencial. Depois de sua assinatura, o Ministério da Cultura terá 180 dias para definir metas a atingir na implementação do plano.
Demandado pela sociedade por meio da I e II Conferência Nacional de Cultura e em esforço conjunto entre o Ministério da Cultura e o Congresso Nacional, o PNC representa um avanço para a Cultura do país ao definir as diretrizes da política cultural pelos próximos 10 anos. Inserido no mesmo, uma Proposta de Emenda Constitucional – PEC 150, ( em tramitação desde 2003) e que atualmente aguarda entrar na pauta de votação do Congresso Nacional. Essa Emenda estabelece um Fundo de Cultura com percentuais assim definidos: 2% do orçamento da União; 1,5% do Estado e 1% do Município. Os projetos que não tem apelo comercial serão contemplados por essas verbas. O Estado tem que assumir a Cultura maciçamente. Preferencialmente, de mãos dadas com a Educação. É preciso, entre outras coisas, recriar o Instituto Nacional do Livro e, nos Estados, os Institutos Estaduais, que terão como tarefa principal reduzir o custo industrial do livro, proporcionando edições a custos simbólicos tipo R$ 2,00 a 5,00 Reais. O livro tem que custar o preço do pão, do leite, uma vez que é o alimento da alma. Só assim e somente assim poder-se-á caminhar em novas direções. Por esses motivos, peço a colaboração da classe política (municipal, estadual e federal) no sentido de articular a votação o mais rápido possível da PEC 150 (tramitando há sete anos).
Com o objetivo de equacionar o problema, a União Brasileira de Escritores – UBE/RN acolheu a ideia do jornalista e escritor Públio José, Sócio Efetivo da entidade. Aproveita a proximidade do período natalino, época em que, de forma tradicional, as pessoas se presenteiam e lança a CAMPANHA DE VALORIZAÇÃO DO AUTOR POTIGUAR na certeza de que os livros de autores locais passem a ser incluídos na opção de presentes de todos (autoridades, empresários, profissionais liberais e pessoas comuns) esperando ainda contar com apoio das entidades adiante mencionadas (IHGRN, ANL, INRG, SPVA, LUDOVICUS, ALEJUR, AFL, ATRN, AML, CEC, FJA, FUNCARTE, AL, CMN, FIERN, CDL, COSERN, CLUBE DE ENGENHARIA, OAB-RN, FECOMERCIO, FARN, FAL, UNP, UFRN), e de outras que vierem fazer parte. Como fiador deste pacto o Egrégio Tribunal de Justiça do RN. Agora é hora de colher: “Presentear com livro é bom. De escritor local é muito melhor”. Declaro aberta a CAMPANHA DE VALORIZAÇÃO DA LITERATURA POTIGUAR: ESCRITOR POTIGUAR O PRESENTE DE NATAL.
Muito Obrigado!
Natal/RN, 30 de Novembro de 2010
*Poeta e Escritor. Presidente da União Brasileira de Escritores do RN – UBE/RN (2010-2011).
SERVIÇO:
CAMPANHA DE VALORIZAÇÃO DA LITERATURA POTIGUAR
DATA: 30.11.2010 (TERÇA-FEIRA)
HORA: 8h30
Local: AUDITÓRIO DO TRIBUNAL DE JUSTIÇA, 3º ANDAR, PRAÇA SETE DE SETEMBRO, S/N, CIDADE ALTA
ABERTO AO PÚBLICO
INFORMAÇÕES: 3616-6513
CAMPANHA DE VALORIZAÇÃO DA LITERATURA POTIGUAR
Eduardo Gosson*
A luta dos escritores potiguares para inserir-se no mercado e, via de regra, serem lidos é imensa: no dia 14 de agosto de 1959 foram dados os primeiros passos nesta direção, quando da instalação da União Brasileira de Escritores – UBE/RN e, em 2006, com a reorganização que culminou no dia 26 de março de 2008 com a realização do I Encontro Potiguar de Escritores – I EPE. Nesse período, a UBE/RN já realizou o II e III EPE, encaminhou ao Poder Legislativo projeto de lei do livro e da leitura potiguar (Lei nº 9.105/2008-Henrique Castriciano), ajudou com sugestões em Audiência Pública, convocada pelo Deputado Robinson Faria, a elaborar a Lei nº 9.169/2009 (lei das leituras literárias nas escolas). No presente está encaminhando a recriação do jornal O Galo, a editora Nave da Palavra e o Prêmio Escritor Eulício Faria de Lacerda.
O Poder Público investe pouco e mal. Na esteira do Estado Mínimo foram criadas leis de incentivos fiscais (Rouanet, Câmara Cascudo e Djalma Maranhão) que servem como meia sola em sapato velho: amenizam sem resolver o problema. Para o poeta e Juiz de Direito Regis Bonvincino:
“A lei Rouanet transformou a cultura em objeto de comunicação social. Ninguém ousou criticá-la sistematicamente. Não há cultura pública, tampouco mercado de verdade para a cultura. É o conceito de patrocínio que prevalece. Os agentes culturais são responsáveis por essa situação também”.
Com o passar do tempo os artistas, os escritores, constataram que pelas leis de incentivos só são aprovados projetos que seguem em direção aos interesses do mercado. O mercado não aprecia riscos. Para o poeta e ensaísta mexicano, Octávio Paz:
“Hoje em dia a literatura e as artes estão expostas a um perigo diferente:estão sendo ameaçadas não por uma doutrina ou um partido político mas por um processo econômico sem rosto, sem alma e sem direção. O mercado é circular, impessoal, imparcial, inflexível. Alguns me dirão que está certo,que é assim mesmo que deveria ser. Talvez. Mas o mercado cego e surdo, não gosta de literatura, não aprecia riscos”.
Para tentar contornar essa situação o Governo Federal partiu para criar o Plano Nacional de Cultura. O PNC foi aprovado, por unanimidade, dia 9 de novembro último, na Comissão de Educação, Cultura e Esporte do Senado Federal e segue agora para sanção presidencial. Depois de sua assinatura, o Ministério da Cultura terá 180 dias para definir metas a atingir na implementação do plano.
Demandado pela sociedade por meio da I e II Conferência Nacional de Cultura e em esforço conjunto entre o Ministério da Cultura e o Congresso Nacional, o PNC representa um avanço para a Cultura do país ao definir as diretrizes da política cultural pelos próximos 10 anos. Inserido no mesmo, uma Proposta de Emenda Constitucional – PEC 150, ( em tramitação desde 2003) e que atualmente aguarda entrar na pauta de votação do Congresso Nacional. Essa Emenda estabelece um Fundo de Cultura com percentuais assim definidos: 2% do orçamento da União; 1,5% do Estado e 1% do Município. Os projetos que não tem apelo comercial serão contemplados por essas verbas. O Estado tem que assumir a Cultura maciçamente. Preferencialmente, de mãos dadas com a Educação. É preciso, entre outras coisas, recriar o Instituto Nacional do Livro e, nos Estados, os Institutos Estaduais, que terão como tarefa principal reduzir o custo industrial do livro, proporcionando edições a custos simbólicos tipo R$ 2,00 a 5,00 Reais. O livro tem que custar o preço do pão, do leite, uma vez que é o alimento da alma. Só assim e somente assim poder-se-á caminhar em novas direções. Por esses motivos, peço a colaboração da classe política (municipal, estadual e federal) no sentido de articular a votação o mais rápido possível da PEC 150 (tramitando há sete anos).
Com o objetivo de equacionar o problema, a União Brasileira de Escritores – UBE/RN acolheu a ideia do jornalista e escritor Públio José, Sócio Efetivo da entidade. Aproveita a proximidade do período natalino, época em que, de forma tradicional, as pessoas se presenteiam e lança a CAMPANHA DE VALORIZAÇÃO DO AUTOR POTIGUAR na certeza de que os livros de autores locais passem a ser incluídos na opção de presentes de todos (autoridades, empresários, profissionais liberais e pessoas comuns) esperando ainda contar com apoio das entidades adiante mencionadas (IHGRN, ANL, INRG, SPVA, LUDOVICUS, ALEJUR, AFL, ATRN, AML, CEC, FJA, FUNCARTE, AL, CMN, FIERN, CDL, COSERN, CLUBE DE ENGENHARIA, OAB-RN, FECOMERCIO, FARN, FAL, UNP, UFRN), e de outras que vierem fazer parte. Como fiador deste pacto o Egrégio Tribunal de Justiça do RN. Agora é hora de colher: “Presentear com livro é bom. De escritor local é muito melhor”. Declaro aberta a CAMPANHA DE VALORIZAÇÃO DA LITERATURA POTIGUAR: ESCRITOR POTIGUAR O PRESENTE DE NATAL.
Muito Obrigado!
Natal/RN, 30 de Novembro de 2010
*Poeta e Escritor. Presidente da União Brasileira de Escritores do RN – UBE/RN (2010-2011).
SERVIÇO:
CAMPANHA DE VALORIZAÇÃO DA LITERATURA POTIGUAR
DATA: 30.11.2010 (TERÇA-FEIRA)
HORA: 8h30
Local: AUDITÓRIO DO TRIBUNAL DE JUSTIÇA, 3º ANDAR, PRAÇA SETE DE SETEMBRO, S/N, CIDADE ALTA
ABERTO AO PÚBLICO
INFORMAÇÕES: 3616-6513
Entrevista: Lady Heliodora
POR *PAULO WERNECK*
*BARBARA HELIODORA* não é apenas a decana da crítica de teatro brasileira,
mas também o símbolo de um rigor que cultivou antipatias no meio teatral
carioca.
As palavras duras que dirige às produções que não lhe agradam (“leitura
óbvia”, “texto confuso e gratuito”, “direção agitada” “montagem desastrada”)
sobressaem em relação aos elogios que volta e meia distribui sem economia.
Ficou carimbada com uma crítica severa e durona. Atuante em jornais e
revistas desde 1957, com um intervalo entre 1964 e 1985, escreve cerca de 80
críticas por ano. Especialista em Shakespeare e Nelson Rodrigues, ela
recebeu a *Folha* em sua casa, no bairro carioca do Cosme Velho, um dia
depois de fazer 88 anos.

